A história da ACervA Candanga

A história da ACervA Candanga
14/01/2015 Tatiana Rotolo

No início de 2011 eu, Tati, recém iniciada na arte de fazer cerveja, frequentava avidamente a lista de discussão da ACervA Carioca. Naquela época, havia poucos fóruns de debate e aprendizado no Brasil. A lista da ACervA Carioca era um dos fóruns mais agitados do país (junto com a página do falecido Orkut). Entre uma conversa e outra, um tal Pulika falou que fazia cerveja em Brasília. Pronto! Havia encontrado alguém que, assim como eu e o Morris, estava se aventurando entre as panelas numa cozinha de apartamento! Rapidamente entrei em contato com o Pulika, que fazia cerveja com o Falcão. O Thiago, também cervejeiro caseiro e frequentador da lista, me procurou. Marcamos, claro, uma cerveja! Estava formado o proto-grupo que juntou os caseiros da cidade. Desde este encontro, eu e o Thiago começamos a tentar reunir os caseiros da cidade. Encontramos o Andreas e a Heide, que haviam recém iniciado a Candango Brau, participamos de um curso do Felipe Viegas, da Taberna do Vale, de Minas, e lá conhecemos o Rafael (e depois a Eliane) e o Eduardo. Por fim, conhecemos o Rodrigo. Este sim talvez o cervejeiro caseiro mais antigo da cidade, com um equipamento de dar inveja! Desse pequeno grupo, todos apaixonados por fazer cerveja, cresceu a vontade de se reunir em brassagens coletivas, colaborações e degustações.

Ao longo de 2011, fomos amadurecendo a ideia de fundar a ACervA em Brasília. A este grupo foram se juntando outros entusiastas, alguns que depois deixaram a cidade, outros que simplesmente sumiram. Em agosto, demos o pontapé inicial da Acerva com a produção coletiva do nosso estatuto interno. Fizemos uma vaquinha para pagar os custos do registro da associação e, em dezembro, estava fundada a ACervA Candanga, que oficialmente iniciou suas atividades. Foi Candanga porque, exceto o Rodrigo, Rafael e Eliane, nós éramos de fora. Havíamos escolhido Brasília para morar. Éramos todos meio candangos. Éramos todos meio aventureiros, querendo agitar a cidade e mostrar que sim, era possível fazer a sua própria cerveja. Sim, era possível provar bem mais sabores que os que haviam nos ensinado. Sim, aqui também podia haver reflexos da revolução cervejeira que se iniciava no Brasil.

Nascia a primeira ACervA do Centro Oeste! Fruto de um esforço de todos e do trabalho em grupo, impulsionado apenas pelo desejo de ver crescer no DF a arte de se fazer cervejas em casa.

Por Tatiana Rotolo

1 Comment

  1. Beto Moschkovich 3 anos ago

    Adorei o relato…encantador!

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